VOCÊ SABIA...
...que as
múmias mais conhecidas são as dos egípcias. Os antigos egípcios tinham o costume
de embalsamar os seus faraós. Todos os órgãos eram retirados e os cadáveres
eram enrolados em uma espécie de pano. As múmias ficavam nas chamadas
pirâmides, que eram construções na forma de triângulos. Os faraós eram
enterrados com todos os seus bens. Os povos maias também embalsamavam seus
mortos pois tinham a mesma crença dos egípcios, a de ressurreição.
As múmias naturais são muito raras, pois é
necessário condições específicas para a sua formação.
As “Múmias da Groelândia” é um grupo formado
por um bebê de seis meses, um garoto de quatro anos e seis mulheres de várias
idades, que morreram há aproximadamente 500 anos. Os corpos foram mumificados
por causa das temperaturas abaixo de zero e os ventos secos que cercam a
caverna onde foram encontrados.
Em 1972 foram descobertas oito múmias
extraordinariamente bem conservadas em uma comunidade Inuit (em um pais).
Mumificação é o nome do processo aprimorado
pelos egípcios em que retiram-se os principais órgãos, além do cérebro do
cadáver, dificultando assim a sua decomposição. Geralmente, os corpos são colocados
em sarcófago de pedra e em volta por faixas de algodão ou linho. Após o
processo ser concluído são chamadas de múmias.
* O Faraó morre e o seu corpo é cozinhado até
as carnes se desprenderem dos ossos. Os ossos são pintados de vermelho,
enfaixados, fazendo-se uma estocagem na múmia com gesso. Pinta-se o retrato da
pessoa na própria múmia. E esta se forma ao mesmo tempo em uma estátua kA, ou
seja, uma estátua que vai abrigar a alma do morto.
Tipos de mumificação:
* Este é o processo que mais conhecemos e o que se tornou mais utilizado. Para
o Faraó, para a nobreza e pessoas mais ricas, era feita da seguinte forma:
1) O cérebro é tirado pelas narinas, através de um instrumento curvo, mexe-se
no cérebro que é uma massa mole, e este se liquefaz. Injeta vinho de tâmara,
ajudando a dissolver mais o cérebro. Vira-se o morto e o cérebro escorre pelas
narinas;
2) É aberta uma incisão no abdômen e todos os órgãos internos, excepto o
coração, são retirados, embalsamados e colocados em jarros chamados de campos.
Em seguida, o corpo é enchido com saquinhos de sal (Natrão) e mergulhado em uma
espécie de bacia um pouco inclinada com um furo de um lado, para que seus
líquidos escorram. Após isso, a múmia é literalmente enterrada por 72 dias. O
sal absorve todo o líquido do corpo;
3) Após estes 72 dias, o corpo, que está escurecido e ressecado, é retirado. Enxergam
resinas, aromas, perfumes, bandagem, pó de serra, isto para dar a conformação
do corpo. Depois disto, a abertura no abdômen é costurada, e é colocada uma
placa mágica, geralmente com o desenho dos Quatro filhos de Hórus e de seu
olho;
4) Começa, então, o processo de enfaixamento com metros e metros de tiras de
pano de linho com goma arábica, até fazer a composição que vemos nas múmias. A
cada volta , colocam-se amuletos e colares. Assim a múmia está pronta para o
enterro, sendo que no caso do Faraó este enterro é acompanhado de um extenso
ritual, repleto de encantamentos, realizado por sacerdotes.
